quarta-feira, 26 de junho de 2013

ILUSÃO e JUVENTUDE DE ATITUDE. Textos que escrevi em 2003.



ILUSÃO! (04/09/03)

O futuro é um tempo
Que existe só para ser conjugado.
O tempo a ser vivido
É somente o presente.
Assombro-me com o comportamento
De muitos jovens.
Que estão sem ousadia
Para sair do comum.
 A beleza natural está fora de moda.
O modismo dos piercings e tatuagens
Está transformando as pessoas
Em outdoors que provocam
Poluição visual sem igual.
Vejo muitos jovens
Deixando a vida passar
Sem saber sonhar.
Sonhar o sonho do sucesso,
Da conquista pessoal.
Estão perdendo o amor próprio.
Não sabendo dar valor
 À própria existência.
Estão se matando pouco a pouco
Por pouco, muito pouco.
Por que viver a vida tão mal vivida?

 JUVENTUDE DE ATITUDE (26/09/03)
E nem tudo são tristezas.
Vejo também jovens irreverentes.
Que tentam romper
As regras,
Que não aceitam tudo
Do jeito que tenta impor a sociedade.
Que lutam por mudança.
E se nem tudo sai a contento,
Perseveram.
Não deixam a peteca cair.
Nem sempre são bem compreendidos.
Chateiam-se é claro
Mas, nem por isso perdem o bom humor.
Estão sempre de bem com a vida.
Alegria é todo dia
Palavra de ordem.
Se erram  é querendo acertar.
Pecam por exageros infantis.
E como condenar essa juventude
Se ela é o melhor exemplo a se seguir?



terça-feira, 25 de junho de 2013

Isso não é uma propaganda!




           Sou uma pessoa que faço questão de reivindicar meus direitos, inclusive os de consumidora. 
Sei que, ultimamente, o que mais se tem ouvido a respeito das  empresas que estão atuando no mercado brasileiro é que muitas têm deixado muito a desejar na qualidade da maioria dos seus  produtos e, que há uma diferença gritante  de atendimento entre o antes e o depois da realização das vendas.
Mas, nada como uma empresa séria, que respeita os consumidores e que principalmente,  presa a excelência dos serviços,  fazendo uma seleção muito criteriosa de seus funcionários para que os mesmos não façam distinção de cliente. Haja vista o que aconteceu comigo. Há mais de dois anos, comprei um armário de três portas - de parede - de aço , da marca Colormaq. Infelizmente, as dobradiças de uma das portas quebraram no mês passado.  Nem pensei em solicitar troca porque tinha ciência que já havia passado do tempo de garantia. Procurei o produto em todas as lojas que me indicaram da cidade e não encontrei para comprar. Resolvi enviar email para a Colormaq. Confesso, com total descrédito  que teria resposta. Porém, para minha surpresa, fui prontamente atendida e o que é melhor, senti-me muito respeitada com o atendimento que recebi, onde todas as minhas dúvidas foram esclarecidas, providências tomadas a contento e estou aguardando a entrega do produto a domicílio.
Enquanto consumidora só tenho muito a agradecer a empresa e parabenizá-la por ter uma funcionária tão profissional e dedicada como a Amanda. Tomara os outros funcionários tenham o mesmo perfil, para que a satisfação dos clientes da empresa seja garantida.

Muito grata pelo atendimento. Passei a confiar muito mais na empresa  Colormaq.  


                    (Marli da Silva – 24/06/2013)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O rapaz que homenageio nesse texto, afirmou que vai tentar montar o time novamente. Sua auto estima melhorou muito.

INCLUSÃO SOCIAL ESPONTÂNEA (10/06/2013)


    Moro no bairro Galo Branco há quase dezoito anos. Durante esse período pude assistir muitas mudanças que aqui ocorreram. Cito como exemplo melhorias consideráveis nos serviços públicos, tais como rede de esgoto, a chegada do asfalto, construção da pista de skate, áreas de lazer, a vinda de várias empresas, etc. Em contra partida, infelizmente, o que mais tenho assistido ultimamente é o aumento da violência. Tenho consciência que esse terrível problema social e está afetando o país inteiro, mas há muito por fazer pela segurança da comunidade.
   Voltando ao assunto sobre o bairro meu objetivo é relatar uma história que me traz lembranças muito agradáveis. Diz respeito a um jovem rapaz, vizinho meu, e sua paixão pelo futebol. Ele é torcedor do São Paulo e, como a  maioria dos brasileiros é também um pouco técnico, jogador, juiz...
Na nossa rua, curiosamente, há mais meninos do que meninas. O mais legal é que eles têm praticamente a mesma idade e também são apaixonados por futebol.
Até o ano passado, quase todo final de tarde, os garotos - entre eles meu filho -  reuniam-se para jogar uma pelada. Na falta de um campo de futebol adequado, improvisavam o jogo na rua mesmo, em frente à minha casa. Enfrentavam o asfalto e o vai e vem dos carros no horário do rush; tudo valia a pena pelo jogo.  E eles faziam questão da participação do jovem rapaz, que embora fosse bem mais velho, nunca ficava de fora. Em todas as partidas lá estava ele, ora como jogador de linha ou  goleiro, ora como técnico ou juiz. Quando estava na posição dessas últimas funções citadas era muito respeitado. Sua palavra era uma ordem e nenhum dos garotos ousava desobedecer.
O fato do jovem rapaz ser um cadeirante nunca  foi obstáculo.  O mais bonito era quando ele jogava na linha. Tinha colega que o ajudava a conduzir seu meio de locomoção e, se não passavam a bola para ele, tinha sempre um garoto que mandava  que o  fizessem. Quando, por algum motivo, ele não estava jogando na linha, como goleiro ou na posição de juiz ou técnico, o nosso amigo  atuava como locutor esportivo, narrando o jogo e ele não deixava nada a desejar para os profissionais no assunto.
 Esses jogos se tornaram raros hoje em dia. Isso porque a maioria dos garotos já está no ensino médio e não tem tido muito tempo para se reunir.  Sinto saudade de assistir esse lindo show  de inclusão  social.  
A amizade e o respeito superam qualquer obstáculo. Isso sim é prova de amor.


Texto escrito em homenagem ao meu visito e amigo Osvaldo – um exemplo de vida para todos.

domingo, 23 de junho de 2013

Premunição? Sei lá... Também gosto de escrever crônicas. Espero que gostem.




Premunição? Sei lá...

Do meu tempo de juventude tenho excelentes recordações.
Durante bem mais de uma década eu saí, quase que religiosamente, todos os finais de semana  à noite para dançar. A dança era o meu único "vício"; por ser freqüentadora assídua do único clube que funcionava na pequena cidade em que eu morava, conhecia os melhores "bailarinos" locais, tinha amizade com a maioria deles e também  tinha parceiro certo para cada ritmo que tocava. Ainda sou da época que se tocava seleções de música nos bailes; costumava combinar com os colegas de clube que ritmo dançaríamos. Certamente eu tinha os meus parceiros favoritos, mas sempre que um colega me convidada para dançar, para não deixá-lo constrangido  eu dançava nem que fosse apenas uma música. Sem falsa modéstia,  até que eu não fazia feio no salão.
             Mais de duas década se passaram . Eu tive que me mudar da pequena e pacata cidade. O motivo foi trabalho, ou seja, falta de oportunidade de trabalho - assim como a grande maioria das pequenas cidades do país, a minha cidade natal nunca ofereceu tal oportunidade.
A  moçada da  minha geração que quis  ter formação profissional e conquistar espaço no mercado de trabalho  teve que deixá-la, ainda que tenha sido com muita dor no coração.
Mudei-me para a cidade "Capital do Vale" -  referência ao Vale do Paraíba, interior do estado de São Paulo - em meados da década de 1990. Dei-me muito bem. Logo consegui trabalho e, o que foi melhor, fiz amizade com um pessoal que também gostava das baladas noturnas. Numa dessas noites aconteceu um fato que  mudou radicalmente   minha vida.
            O pagode estava no auge no país. Diferentemente da minha pequena cidade, não conhecia quase ninguém e não era por falta de parceiro que não dançava; eu dançava  sozinha mesmo, quando minha amiga me chamou, mostrou-me  um rapaz e disse  que fazia tempo que ele não tirava os olhos de mim.  Mal o observei; não dei nenhuma importância ao comentário e  continuei a dançar. A única coisa que percebi foi que ele estava de pé.
            Era verão, o salão parecia que ia pegar fogo. Decidi ir ao banheiro passar  água no rosto e assim o fiz. Saindo do banheiro levei o maior susto, aquele mesmo rapaz me pegou pelas e não me fez um convite, fez sim uma afirmação: você vai dançar comigo!
 Sequer tive tempo de falar alguma coisa; quando vi já estávamos dançando. Ele dançou divinamente, foi fogoso, carinhoso, ousado em alguns momentos, foi realmente irresistível. Adorei dançar com ele.
Nossa  história começou exatamente nessa noite.
            Lembro-me que fazia pouco tempo que estávamos nos encontrando; num dos nossos encontros, sem saber o porquê senti vontade de falar o seguinte:
-          Eu não sei se  vamos ficar juntos por muito tempo; não sei porque você entrou na minha  vida, mas eu sinto que você vai ficar para sempre. Pareceu que alguém havia colocado tais palavras na minha boca, na realidade não tinha tido nenhum pensamento semelhante até então.
Atualmente não estamos juntos, mas há alguém na nossa vida - o  nosso filho Vinícius. Eu engravidei menos de dois meses depois do acontecimento desse fato.




quinta-feira, 13 de junho de 2013

A ARTE (dezembro 2004)





Nenhum artista nasce pronto.
Mas algo de artista todos tem um pouco.
Mesmo sem saber, mesmo sem querer,
Vivemos o nosso dia a dia fazendo arte.
Uns fazem da arte uma brincadeira, uma diversão..
Outros fazem da arte trabalho e até sua profissão.
Porém, artista que é artista mesmo,
Tem de fazer arte com muita paixão.
Pois, “O artista é um fingidor,
Que finge tão completamente,
Que chega a fingir que é dor,

A dor que deveras sente”. 

Texto escrito para homenagear uma professora que havia se aposentado. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

HOMENAGEM AOS ALUNOS DA E. E. PROFª ELÍDIA TEDESCO DE OLIVEIRA TALENTO E TRABALHO (12/2012)


Os dons artísticos não escolhem
Pessoa, situação social, nem idade.
Mas  além de  criatividade,
É preciso ter bastante interesse e dedicação de  tempo 
 para descobrir o talento,
além de trabalho sem esforços medidos.
Tal  exemplo tive de  sobra,
De jovens muito talentosos e audazes
Que provaram ser muito capazes
De produzir e reproduzir  lindas  obras de arte,
Às de famosos artistas comparáveis.
O que  me encheu de muito orgulho.
E mostrou que para realizarem excelentes produções,
De tudo o que os alunos precisam
É de apoio, estímulo e credibilidade.
 É o que basta para que seus resultados
Sempre superem as expectativas,
 tragam muita satisfação
e dose em dobro de  felicidade.
Obrigada, queridos jovens,
Por terem participado do nosso projeto:
“GRAFITE NA ESCOLA”

Vocês, alunos, são a alma da escola!  (profª Marli – Biblioteca)

VIVER COM DIGNIDADE (02/06/2006)



Tudo pode ser diferente,
Só depende da gente
Parar de se comportar  como coitado
E ficar esperando sentado
Que as coisas dêem uma guinada
Sem fazer nada.
Por que cultivar tristeza
Ou culpar aos outros
Pela nossa fraqueza?
É preciso deixar de bobagem
Procurar ter muita coragem
De dar os primeiros passos
Sem temer os fracassos.
Ser um lutador que nunca se entrega
Por mais pesado que seja
O fardo que se carrega.
Já passou  da hora de aprender
A lutar por seu direito
E exigir muito respeito;
De deixar de ser pacato
Pra ser cidadão de fato.
De agir e reagir contra
 o preconceito e a humilhação.
E provar pra toda sociedade
Que apesar de humilde, pobre,

A gente quer  viver com dignidade.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Trabalhos mais votados no concurso de "Grafite na Escola" - 2012.







TALENTO E TRABALHO (12/2012)


Os dons artísticos não escolhem
Pessoa, situação social, nem idade.
Mas  além de  criatividade,
É preciso ter bastante interesse e dedicação de  tempo 
 para descobrir o talento,
e muito trabalho sem esforços medidos.
Tal  exemplo tive de  sobra,
De jovens muito talentosos e audazes
Que provaram ser muito capazes
De produzir e reproduzir  lindas  obras de arte,
Comparáveis às de famosos artistas .
O que  me encheu de muito orgulho
E mostrou que para realizarem excelentes produções,
De tudo o que os alunos precisam
É  apoio, estímulo e credibilidade.
 É o que basta para que seus resultados
Sempre superem as expectativas,
 tragam muita satisfação
e dose em dobro de  felicidade.


Obrigada, queridos jovens por terem participado do  projeto:
“GRAFITE NA ESCOLA”

Vocês, alunos, são a alma da escola!  (profª Marli – Biblioteca)